Por que a cultura da velocidade não funciona para negócios

Vivemos em um momento que tudo envolve velocidade: e isso vão de séries que já não demandam esperar por uma semana pelo próximo episódio até a conquista de clientes.

É mais do que comum vermos promessas de resultados rápidos, seja para emagrecer ou para ganhar uma quantia significativa de dinheiro com fórmulas prontas e repetidas.

Ao invés de ler, a alternativa de assistir ao vídeo ou ter acesso ao áudio de alguém lendo o conteúdo para mim, acaba sendo mais atraente e muitas pessoas já preferem assim.

A cultura da velocidade espalha-se até para o âmbito profissional: quantas vagas pedem funções completamente distintas e igualmente trabalhosas para um único candidato?

Fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo parece eficiente, parece econômico, mas a verdade é que, muito provavelmente, alguma dessas coisas está sendo negligenciada.

 

Seu Negócio e a Senhora Velocidade

Quando chegamos ao seu negócio, que é o nosso tema aqui, acredite: diminuir a velocidade pode significar melhores relações e, consequentemente, melhores vendas.

Você já deve ter sido impactado por vídeos animados (ou não) de empresas falando sobre seu negócio. Geralmente estes vídeos estão em Redes Sociais, como o Youtube.

E aí, recentemente, tive a oportunidade de participar da avaliação de uma empresa de animações para um determinado cliente. Com ele ao meu lado, assistimos ao portfólio.

Os vídeos eram legais e bem feitos, bonitinhos de serem vistos, mas falharam quando quiseram explicar o negócio inteiro em 40 e poucos segundos.

Mesmo com o recuso visual da animação, eu não entendi sobre o quê se tratava o produto, só que era algo imobiliário. Perguntei ao cliente: “Você saberia explicar o que é o produto?”

E ele: “Não faço ideia do que seja˜.

Em uma realidade em que 40 segundos já é um tempo imenso para anúncios no Youtube, era de se esperar que, ao menos, terminássemos o vídeo conhecendo aquele produto.

Mas não foi este o ocorrido.

Para piorar a situação, fui visitar o site para ver se conseguia entender qual era o negócio. Adivinha? O site não tinha nada além da logo e um formulário de contato.

Sejamos sinceros: qual cliente real vai ver um anúncio, não entender, dar um pause no vídeo que realmente queria ver e correr atrás da informação? Nenhum, né?

Isto é, podemos dizer com uma certa segurança que a empresa que pagou pela produção do vídeo perdeu dinheiro.

Não tenho como saber o que aconteceu entre as reuniões de brainstorming e a execução da campanha, mas tenho a grande impressão de que a culpa foi da pressa.

A maioria dos vendedores sabem que podem perder o interesse do possível cliente com facilidade. As pessoas simplesmente não têm tempo ou paciência.

Mas, vendedor, de nada adianta tentar vender seu produto embolando palavras e jogando inúmeras informações. Ao invés de um cliente, você terá alguém assustado te olhando.

E alguém assustado, te olhando e que nunca mais irá voltar assim que conseguir sair dali. E outra: que nem irá pensar em você, caso alguém peça indicação.

 

Diminua a marcha e curta a paisagem

Através de estratégias mais elaboradas, onde seu negócio e suas vantagens são passadas para o possível cliente de forma mais calma, abre-se margem para o maior esclarecimento.

O maior esclarecimento evita futuras dores de cabeça e deixa o possível cliente a par de como tudo funciona. Usando essa transparência, ele ganha mais confiança em você.

E quando ele sente mais confiança em você, ele tende a se abrir mais, explicar mais e dar outras informações que são mais relevantes e que ajudarão no seu trabalho.

Isto é, a parceria em que a relação se transforma é benéfica para realizar um trabalho muito mais objetivo e que irá gerar frutos para os dois lados.

Outra vantagem de diminuir o ritmo da corrida é poder ter a chance de exemplificar processos e explicá-los através de um vocabulário mais próximo ao do cliente.

Inclusive, nós já falamos a respeito da questão de esquecer jargões da área e ser mais claro para o cliente neste post aqui. Acredite: isso faz aumentar suas vendas!

Um outro exemplo que ilustra bem isso foi quando uma amiga ia participar de uma reunião sobre Marketing Digital e queria estar por dentro do assunto para se envolver na pauta.

Lembro bem deste dia, pois ela me ligou e falou: “Rebecca, me fala tudo sobre Marketing Digital em dez minutos, antes de eu entrar na reunião!”

Não tive outra escolha senão rir. Mesmo que eu conseguisse explicar o universo do Marketing Digital em menos de 10 minutos, você acha que ela entenderia tudo?

Ainda sobre o conversar, atente-se ao seu tom de voz. Não precisa ter uma voz de radialista, menos ainda de anunciante de supermercado. Basta ser agradável!

Falas arrastadas, preguiçosas, monossilábicas, sem vida, sem simpatia ou que parecem ansiosas em terminar a ligação não funcionam.

Busque o conforto de um bate papo com amigos, tenha um tom agradável, vivo, quase risonho. Com certeza o cliente ficará mais à vontade.

E, claro: sempre sem pressa!

 

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